Bom, a história tem que continuar, não é mesmo? Estamos entrando na segunda metade da série animada de Azur Lane, jogo das meninas-navio que é provavelmente um dos mais conhecidos sobre o tema... mas que provavelmente ainda é desconhecido pela maioria das pessoas. Sei lá, fico às vezes pensando se não sou o único por aqui no Brasil que joga isso, tenho até a curiosidade de saber se existem jogadores por aqui. Apenas por curiosidade mesmo, embora eu tenha a consciência de que muitos brasileiros curtem animações japonesas, imagino eu que ficam mais focados nos clássicos como Pokemon, Dragon Ball ou Cavaleiros do Zodíaco. Três exemplos de animações que eu não curtia muito, diga-se de passagem...
Enfim, hoje temos o sétimo episódio de Azur Lane. E sim, mantive o "deadline" em inglês mesmo. Acho que ficaria meio escroto colocar o título como "prazo final". Depois de um capítulo meio pacífico, onde tivemos a antológica cena do banho, veremos se tem um pouco mais de ação aqui. Pelo menos é o que parece, quando vemos aviões de fogo atacando uma esquadra.
Aparecem então Akagi e Enterprise, ficando claro que as duas são as protagonistas da série, em lados opostos de um conflito entre Crimson Axis e Azur Lane. Só acho estranho é porque as duas estão flutuando em cima do mar, será que é pelo fato delas serem porta-aviões?
E por algum motivo Enterprise aparece com os olhos de fogo. Será que ela vai ativar um power up, tipo virar uma Super Sayajin ou coisa parecida?
Bom, sei lá se aquilo era uma visão do futuro ou um sonho de alguma delas. A verdade é que depois da introdução do desenho saímos daquela visão macabra, no meio da chuva de noite, e vemos Enterprise olhando para sua águia de estimação voando no céu azul. Ela comenta que uma batalha acabou, mas outra está pra começar.
Realmente, é o que se espera quando vemos uma esquadra a todo vapor. Sei que vou soar repetitivo, mas palmas para os desenhistas de Azur Lane que souberam desenhar os navios de verdade com maestria. O Enterprise segue no meio, com as marcações que tinha no início da guerra com o EN, ao seu lado está o Hornet (as linhas no convés remetem ao ataque do Japão, em que o porta-aviões levou pequenos bombardeiros), e vários outros navios americanos seguem. Tudo bem que na realidade os navios não navegavam tão perto um dos outro...
Perto dali tem a esquadra inglesa. No meio, parece ser um dos encouraçados na classe Queen Elizabeth (antes de ser modernizado) e logo atrás outro da classe Prince of Wales, junto com um monte de cruzadores e destróieres.
Como que eu imagino que sejam esses os navios? Pois a baixinha Queen Elizabeth, líder da Royal Navy, está lá na frente, dizendo que finalmente a esquadra era forte o suficiente, já que a rainha estava lá pra mandar naqueles plebeus imundos.
Claro, embora elas estivessem indo para uma batalha com força máxima... não podia deixar passar a hora do chá. Hood conseguiu arrumar uma mesinha pra sentar e admirar a vista, deve estar achando que será um passeio no parque.
Breve comentário, que talvez explique a "calma" de Hood: por algum motivo qualquer, não temos Bismarck nessa série, representando o mais poderoso encouraçado alemão e que foi responsável por mandar o verdadeiro Hood pelos ares. Algo que até agora ninguém soube explicar, para os fãs da menina-navio alemã.
De volta ao lado americano, temos Cleveland em mais um daqueles momentos de puxa-saquismo de suas irmãs, dizendo que ela é a fodona, que vai ser MVP e afundar um monte de navios, e outras falas de incentivo bobas.
Perto dali, quem está tentando tirar uma soneca em um avião é Hornet. Mas fica difícil quando aquelas chatas ficam falando sem parar.
Na boa... tem coisas que apenas um desenho doido como esse pode proporcionar.
Pior que não foi a primeira tosqueira em Azur Lane envolvendo porta-aviões... Mas vamos em frente.
Se vai ter uma batalha, então temos que ver o outro lado também. E aí está, a esquadra do Sakura Empire, com seis porta-aviões principais ali no meio. O que parece ser a força que fez o ataque a Pearl Harbor, mas isso foi lá no primeiro episódio.
Como esperado, quem lidera é Akagi, com sua cara de eterna tarada. Embora essa é mais uma daquelas cenas de longe, onde a animação fica pior que o South Park.
Diferente de quando estamos de perto, como neste close em Kaga, que provavelmente está determinada a se vingar das porradas que sofreu de Enterprise no início da série, e das piadinhas escatológicas que fazem com seu nome.
Perto dali, vemos as cruzadores Takao e Atago conversando. A primeira (que tem orelhas de cachorro caídas, ela não é normal) reflete se é o momento de ter um combate decisivo, pois aquele navio secreto Orochi não estava pronto ainda. Tava parecendo mais que Akagi estava puta por terem roubado seu cubo preto de estimação, e por isso estava agindo de forma precipitada. Por sua vez, Atago está pensando quando seria o momento ideal para apalpar os magumbos de sua irmã.
Quem também está meio pensativa com toda essa situação é Zuikaku, que desconfia que Akagi está tramando alguma pilantragem que não está alinhada com os interesses do Sakura Empire. E nunca é demais comentar que ela e sua irmão Shoukaku são duas das poucas japonesas "normais", que não tem orelhas e caudas de bichos, e por isso são mais agradáveis de se ver, pelo menos na minha opinião.
Não muito longe dali estão aquelas destróieres pentelhas, fazendo bagunça e enchendo a paciência de todas as outras meninas-navio. Lá na frente está Ayanami, olhando pra frente e pensando no combate que está por vir. Mas fica difícil quando suas amiguinhas ficam com piadinhas de duplo-sentido relacionadas com a bitola dos canhões do navio.
Mas na verdade ela está pensando em Javelin e Laffey. Pronto, o melodrama agora será dos dois lados, Ayanami segue sem entender por que aquelas duas insistiam em ser suas\ amigas, mesmo ela com aquelas duas orelhas de demônio. Shigure pergunta o que está acontecendo, mas que pode contar com sua sorte pra vender a batalha.
Referência ao fato de Shigure ter sido o único navio a sobreviver a um combate violento na vida real, conhecida com Batalha do Estreito de Surigao. Que inclusive serviu de pano de fundo para a segunda temporada da animação "rival" Kantai Collection, onde a Shigure de lá é a protagonista. E que talvez, um dia, eu escreva aqui, depois que terminar a série de Azur Lane.
Bom, como era de se imaginar... do outro lado Javelin e Laffey estão pensando na mesma coisa... Sério, já tá ficando chato. Sinto muito, meninas. Não tenho mais saco pra ficar falando dessa melosidade que se repete em todos episódios.
Já que estamos falando de tramas repetitivas... Eis que aparece Belfast, mais uma vez perseguindo Enterprise e preocupada sobre como ela está, especialmente se ela será capaz de manter a calma durante o combate. A porta-aviões responde que está tudo bem, que estava só olhando a águia voar e curtindo a brisa.
Breve parênteses: tem horas que eu acho meio enjoativo como certas séries repetem tramas menores de forma incessante. Tudo bem que tanto a tentativa de amizade entre as destróieres (que são meio que as "personagens principais" do início do jogo) como essa incessante preocupação sobre o estado mental de Enterprise têm participação na história principal... mas acho que não era necessário trazer essas cenas "menores" a cada episódio, com o risco de deixar a animação repetitiva.
Algumas meninas-navio observam a cena. Houston, que parece que se esqueceu de vestir as roupas, comenta que Enterprise estava com um olhar determinado, tipo a música "eye of the tiger" do Rocky. Hammann, uma das poucas da Azur Lane que tem orelhas de bicho, ressalta como que Enterprise era tão forte, sendo irmã mais nova de Yorktown. E Portland perde a linha, dizendo que ela é quem tem a irmãzinha mais nova mais linda. Uma piadinha da personagem, que sempre faz referência a Indianapolis, sua irmã...
Enfim... a noite vai chegando. A cruzador Helena, que sempre é a responsável pelas comunicações e pelo radar, diz que até agora não tem nada no alcance. Ou as japonesas arregaram da batalha ou elas tinham feito uma curva errada e foram parar no Triângulo das Bermudas.
Para apresentar uma personagem nova, aparece Massachusetts (pombas, que nome difícil de escrever), que diz que tem um mal pressentimento sobre tudo aquilo. Ou seja, ela acabou de fuder com tudo, será que não avisaram pra ela que dizer essa frase sempre antecede os problemas? Vide todos os filmes do Star Wars.
Não disse? Aparece uma cena daquela Siren doida, dizendo para Akagi que agora é a hora da pamonha, é o momento de usar seus poderes para ajudar o Crimson Axis para vencer. Em outras palavras, era hora de acionar o cheat code.
Akagi começa a sequência A-B-A-C-A-B-B pra ativar o Kombat Kode e liberar o sangue... quer dizer, ela começa a dizer algumas frases de sabedoria oriental pra mudar o tempo e criar uma tempestade. Ou seja, nada mais que uma espécie de "dança da chuva" da terra do sol nascente.
Na mesma hora, uma puta tempestade cai sobre a esquadra da Azur Lane, jogando os navios pra cima, pra baixo e para os lados. Sobe e desce, sobe e desce, sobe e desce...
Pode apostar que nessa hora você deve ter se lembrado daquele episódio em que o Frajola fica enjoado, a ponto de ficar verde. Mas imagino que as meninas-navio estejam acostumadas com esse molejo naval e não vão chamar o Hugo.
Mas o sacode é violento, quase jogando os aviões no mar por conta das ondas imensas. E quem quase vai lá dar um mergulho forçado é Javelin, rolando pelo convés como uma melancia. Nisso que dá ficar distraída e pensando em fazer amizades.
Pra sorte dela, Laffey consegue segurar a sua mão. Mas o verdadeiro motivo é que Javelin estava devendo uns trocados pra ela, e se a inglesinha fosse pro fundo do mar, ficaria no prejuízo.
Antes fosse apenas uma chuva. Mas a verdade é que Akagi parecia que tinha conjurado algum tipo de vudu psicodélico, e logo depois começam a vir raios vermelhos do céu, como se o Rayden estivesse puto de raiva lá nas nuvens. E prometo parar com as referências ao Mortal Kombat.
Do nada, acontece um estalo. Imediatamente, a chuva e os relâmpagos desaparecem, mas a esquadra da Azur Lane parece que foi teletransportada para algum lugar bizarro, cheio de ilhas escuras com luzes macabras fosforescentes. Ou foram levadas para alguma outra dimensão ou estavam no arquipélago da luz vermelha, e teriam que cuidar pra não serem capturadas por algum cafetão do alto-mar.
As meninas-navio ficam desorientadas, sem saber o que fazer. Até que Denver (ou Montpellier, pois as duas são muito parecidas) aponta para o lado, pois tem alguma coisa estranha se aproximando. Cleveland fica preocupada, pois ela tem consciência de que em anime japonês sempre aparece alguma bizarrice fálica nessas horas sinistras.
Mas não foi dessa vez. Eram vários portais de energia, por onde estavam saindo navios de guerra Sirens. Comprovando mais uma vez que o Crimson Axis tinha se aliado aos alienígenas que querem destruir o mundo.
Lá longe, depois de onde o Judas perdeu as meias, naquele vulcão imenso, estava Akagi, que era quem estava liderando a força inimiga. Pode apostar que agora é a hora da porradaria, e ela dá a ordem para que os Sirens iniciem o ataque contra a Azur Lane.
Só que aí é covardia... pois os navios alienígenas são todos high-tech, disparando canhões laser e lançando jatos futuristas que parecem naves do Star Wars. Como será que a Azur Lane, com seus navios da Segunda Guerra, vai conseguir enfrentar esses bandidos?
Mas antes dos navios serem atingidos... eles são tomados por cubos de energia. Pode isso, Arnaldo?
Tá, você já devia saber como funciona: em Azur Lane existem os tais cubos mágicos (os wisdom cubes), que no jogo são usados para ganhar as meninas-navio. Aqui na animação fica claro que elas podem usar esses cubos uma hora para "formar" os navios de verdade, mas também podem convertê-los nas armas que elas vestem, como a britânica Hood está fazendo.
E ao "vestir" as partes dos navios, elas aparentemente ficam mais fortes do que os navios de verdade, e com isso conseguem meter uma surra nos Sirens.
Na boa. Vamos pegar o exemplo do Hood, cruzador de batalha britânico que foi afundado pelo Bismarck. Ele tinha oito canhões, cada um com cerca de 40 centímetros de calibre. Não é possível que esse armamento seja tão inútil, e apenas quando eles se transformam em arminhas menores nas costas da menina-navio Hood (que sabemos que tem o tamanho de uma pessoa normal, pois ela estava no navio) é que conseguem causar dano nos Sirens? Por mais que a ideia da transformação seja bem bolada, não entendo como que elas seriam mais fortes dessa forma, em vez de usar o navio de verdade...
De qualquer forma, vale lembrar que na Segunda Guerra o poder aéreo fez a diferença. Mesmo conseguindo destruir os navios Sirens, o perigo viria do alto, especialmente quando os bicharocos possuem naves ultra modernas com mísseis teleguiados.
A pequena Suffolk fica cheia de medo, vendo que o fogo anti-aéreo não está surtindo efeito. Nessa hora, quem aparece é a misteriosa Eldridge, destróier americana, que diz que tá tudo sussa, que ela vai resolver a parada molezinha.
A baixinha faz então um meia-lua pra frente + soco forte, disparando um mega Hadouken elétrico...
... que frita os caças inimigos. Pombas, assim é trapaça! Onde já se viu navio de guerra antigo com arma de choque, cacete?
A verdade é que esses navios Sirens são um monte de merdas, não adianta nada ter arma laser e navinha quando eles erram tudo, levando uma surra das meninas-navio. Era de se esperar, pois no jogo esses navios inimigos são meros minions, que viram picadinho sem muito esforço.
Cleveland fala que aqui tá moleza, como se fosse treino de tiro ao alvo. Parece mais que estão jogando no nível 1 contra inimigos de brincadeira. Assim não vai ter graça, e ela reclama que esperava um combate mais excitante. Bom, pode apostar que ela vai se arrepender de ter dito isso...
Não deu outra: dois tiros vem lá da puta que pariu, prestes a atingir a linguaruda e suas irmãs.
Mas elas conseguem fugir. Com direito ao "hero jump" como o Deadpool falava. Por mais que pular na água e fazer pose desse jeito seja contra uma dúzia de leis da Física.
Os tiros vieram de canhões de verdade, e não armas laser. O que só pode significar uma coisa: eram outras meninas-navio como elas. Somos apresentados a Ise e Hyuuga (esta última não vai aparecer na imagem, pois estou com preguiça de colocar tantas imagens), encouraçadas japonesas que chegaram para a pancadaria.
Tá bom, Hyuuga. Vou te apresentar também para o visitante, não precisa fazer essa pose provocativa como se fosse lamber seu próprio sovaco. Aliás, a pose das duas remete às mesmas poses que elas têm no jogo... ou fizeram isso para criar justamente essa associação (pode apostar que os fãs mais fanáticos vão curtir) ou talvez tenha sido preguiça na hora de pensar uma pose diferente.
Outros portais de energia se abrem, pra mostrar que os navios Siren estavam lá só como figurantes mesmo, quem iria brigar seriam os navios do Sakura Empire, com suas torres gigantescas. Não se trata de uma referência pseudo-erótica, os navios japoneses tinham essa marca registrada de terem pontes de comando altas pra burro.
Parece que me enganaram, achei que seriam doze episódios, mas tudo indica que já teremos a hora da pamonha em uma luta épica entre as americanas e inglesas da Azur Lane...
... contra as japonesas orelhudas do Sakura Empire. Como de costume, elas ficam minutos se encarando, pra gerar aquele clima de rivalidade, como tem antes das lutas de boxe e vale-tudo.
Tá, não adianta eu tentar reproduzir com imagens as cenas de ação, com canhões atirando, aviões decolando ou espadas cortando projéteis ao meio. Mas você deve imaginar o que está acontecendo. Perto dali, vemos duas orelhudas que parecem meio distantes: se você não lembra, Hiryuu é a de cabelos brancos, que pergunta para sua irmã Souryu (que faz a manjada arrumada dos óculos) que lugar bizarro era aquele onde elas estavam. Por mais que usar óculos geralmente indica sabedoria em desenhos japoneses, ela não faz a menor ideia.
O que acontece é que, por mais que aquele lugar parecesse bizarro, com as águas escuras, aquele vulcão gigante e luzes vermelhas de discoteca... jamais será pior do que Enterprise voando em um de seus aviões.
Pois é, tenho que trazer o outro meme de volta...
Zuikaku, vendo sua rival se aproximando daquela forma ridícula, decide que está na hora de acabar com as bizarrices, e taca um monte de aviões-shurikens na sua direção. Tá, nessa imagem não dá pra ver... mas certamente temos uma boa visão dos "atributos" de Zuikaku.
Na mosca! Nisso que dá insistir com essa tosqueira, Enterprise. Não tinha como dar certo essa ideia absurda de um porta-aviões voar em um avião, não tem nada pior que isso...
... e não é que conseguem piorar? Ela pula fora do avião em chamas, e cai em cima de outro.
Kaga manda um esporro pra Zuikaku, mandando ela parar de fazer merda e atrapalhar o episódio, pois todo mundo sabia que era ela quem ia se vingar de Enterprise, depois de ter levado aquela flechada no meio dos peitos no primeiro episódio.
O problema é que quem de fato fez merda foi Kaga (não podia perder a piada), pois ao ficar xingando Zuikaku ela se distraiu do ataque dos bombardeiros de mergulho americanos, soltando bombas sobre o seu navio. Se acertar naquela bolota vermelha, vale 100 pontos.
Mas Kaga faz o mesmo truque nas suas adversárias, convertendo seu navio nos cubos mágicos no último segundo, transformando alguns deles em aviões de energia pra derrubar aquela chata da Enterprise.
E não apenas isso: Kaga decide copiar também a bizarrice de voar em um de seus aviões. Na boa, estão forçando a barra...
Zuikaku olha pra cima, se perguntando se porta-aviões podem realmente fazer isso, que é a frase exata do desenho. Mostrando que ela concorda comigo, não sou só eu que acha extremamente escrota essa ideia de um porta-aviões pegar carona em um de seus aviões. Finalmente alguém com bom senso.
Akagi fica só olhando o combate entre os aviões, com as duas porta-aviões voando junto. E decide que está na hora de ajudar sua irmã Kaga, pois sabe que ela é uma revoltada e provavelmente vai acabar fazendo alguma cagada enquanto está cega por vingança.
Mas ela percebe que tem quatro objetos vindo na sua direção em alta velocidade. Por mais que ela curta coisas roliças e de grande bitola, ela sabe que na verdade são tiros de canhão pra acabar com seus nove rabos.
Claro que a porta-aviões japonesa e orelhuda consegue destruir os objetos, que foram disparos feitos por Belfast, que finalmente decide fazer alguma coisa de útil no combate, em vez de ficar perseguindo Enterprise ou servindo chá com biscoito Maria.
Akagi usa outro cheat code para abrir vários portais de energia, por onde saem dezenas de canhões. Pombas, assim é covardia, sem falar que ela, sendo um porta-aviões, deveria era usar seus aviões. Que usa canhão é couraçado e cruzador.
Enterprise escuta os disparos e percebe que Belfast está em apuros. Em outros momentos ela provavelmente nem iria ligar, cada uma no seu quadrado. Mas depois de ter passado tanto tempo sendo stalkeada por aquela emprega inglesa parece que Enterprise criou simpatia suficiente a ponto de se preocupar com sua segurança.
O que foi uma grande mancada: pois ao se distrair com Belfast se desviando dos tiros, Kaga aproveitou a oportunidade pra chegar nas fuças de Enterprise, mandando um "perdeu, playboy".
É, minha gente. Parece que nessa versão da Segunda Guerra a história vai seguir outros rumos, com o avião de Enterprise explodindo em uma imensa bola de fogo.
Me faz pensar se o combate neste episódio não seria uma espécie de reprodução alternativa da batalha de Midway. Afinal de contas, em diversos momentos se falou que seria um combate decisivo, exatamente como foi o conflito em junho de 1942. Embora Azur Lane parece ter uma proposta diferente de seu rival Kantai Collection, onde as referências históricas das batalhas são muito evidentes. Sem falar que se realmente essa seria a batalha de Midway, provavelmente não veríamos Enterprise sendo abatida.
Enquanto vai seguindo sua viagem para o fundo do mar, Enterprise reflete como que pra ela o oceano sempre esteve associado a guerra e aos combates, mesmo escutando sua irmã Yorktown falar que na verdade ele representava algo bonito. Melhor que fosse, pois agora ela iria ficar ali no fundo do oceano pra sempre.
Nessa hora, ela vê a imagem daquele cubo mágico preto que elas haviam roubado do Crimson Axis.
Deve ser uma alucinação por conta da água entrando em seus ouvidos, sei lá. Mas Enterprise começa a se enxergar em um lugar macabro, num mar cheio de destroços e fogo. Como se fosse depois de uma manifestação do MST.
Não muito longe dali, ela percebe alguém misterioso, que parece esta juntando os corpos de um monte de meninas de cabelos brancos e roupa de colegial. Puta merda, fizeram uma chacina numa escola primária japonesa, será?
A pessoa se levanta e se vira... pôrra, não é que ela é igual à Enterprise?
Vou ter que repetir a sacada aqui. Se você viu o episódio anterior, lembra que Enterprise viu sua versão macabra, conhecida como Enterprise META, ao tocar no cubo mágico preto. Que é essa psicótica aí de cima. Quase como uma versão "do mal" da protagonista, que vem de uma outra realidade muito mais violenta.
Depois dessa visão, os olhos de Enterprise começam a brilhar, como se ela fosse o Cable dos X-Men. Pode apostar que vem merda por aí.
Lá na superfície, Akagi celebra a vitória contra Enteprise, enquanto é atingida pelo clássico vento japonês que sempre aparece nos momentos dramáticos e quando o Ryu ganha a luta no Street Fighter. Ela tem a certeza que agora seria mais fácil vencer a Azur Lane, depois que sua adversária mais poderosa foi pro fundo do mar.
Só que, do nada, vem um puta feixe de luz saindo do meio do oceano. Como se fossem aqueles efeitos especiais de transformação que vemos nas séries japonesas.
Longe dali, quem está assistindo toda a batalha é aquela Siren tarada que havia dado o cubo preto para Akagi. Ela fica em êxtase, dizendo que Enterprise provavelmente era uma peça importante neste mundo como nos outros, e agora finalmente teria um pouco de diversão.
Pois é, lembra lá no início do episódio quando Enterprise apareceu com fogo nos olhos? Isso mesmo, por conta daquela interação com o cubo preto ela passou por algum tipo de transformação, o que provavelmente aumentaria sua força de forma absurda. Tipo, como uma Super-Enterprise... ou uma Enterprise Nuclear.
Tá, talvez nem todos perceberam minha piadinha, me referindo ao fato que o primeiro porta-aviões nuclear dos Estados Unidos foi também batizado de Enterprise...
Kaga fica perplexa, e só consegue falar um sutil "fudeu" ao ver o que estava acontecendo, tudo isso por culpa de Akagi e sua ideia de se aliar às Sirens. E ela sabe que, por ter desferido o último golpe em Enterprise, será a primeira a sofrer sua vingança.
Um raio de energia começa a se expandir para todos os lados, como se fosse mesmo uma explosão atômica. E atingindo todas as meninas-navio que estavam ali, sejam elas inimigas ou aliadas. É, acho que a série termina aqui...
Depois de engolir tudo ao redor, só sobram Enterprise e Akagi, na mesma cena lá do início da postagem. Agora fica um pouco mais claro o que aconteceu... ou não, pois continuo sem entender o que diabos aconteceu. Só sei que provavelmente teremos o confronto final entre as duas protagonistas.
Akagi se pergunta quem era aquela, pois certamente não era a Enterprise. Mas não importa, pois ela vai destruí-la em mil pedaços. Nessa hora, um monte de fogo começa a aparecer ao redor dela, parece que ela ativou seu poder especial.
Lembra lá do prímeiro episódio, em que sua irmã Kaga dava vida a um lobo gigantesco? Parece que Akagi tem o mesmo poder, gerando um dragão de fogo enorme.
Ela berra, dizendo que aquele dragão é a manifestação de seu amor pelo Sakura Empire e por suas irmãs (ué, tem mais de uma?), e que é mais forte do que todas as armas do mundo. E vai riscar Enterprise do mapa com tudo, pra que ela seja a protagonista do desenho.
Enterprise nem responde... e só saca o seu arco e flecha de energia. Essa é a hora que o Hank do Caverna do Dragão pode entrar com um processo de plágio, se ele não estivesse perdido numa realidade doida de RPG por culpa daquele Mestre dos Magos escroto.
Mesmo com seu dragão de estimação que mais parece um Godzilla em chamas... Akagi sabe que ele não é páreo para a Super-Enterprise, e percebe que é hora dela comprar uma fazenda...
Enterprise dispara a flecha de energia atômica...
... e aí a cena muda para um jardim cheio de flores vermelhas, onde Akagi está sozinha. O que será que aconteceu? Seria ali a vida após a morte, depois de ter sido destruída por aquela flechada de energia? Ou será que tudo não passou de um pesadelo?
Mas Akagi não está sozinha... tem uma garota de costas pra ela, com um guarda-sol japonês e olhando pro nada. Quem é ela?
Akagi sorri... pois ela reconhece aquele guarda-sol de quinta categoria comprado na promoção no bairro da Liberdade. Aquela era sua irmã, Amagi. E finalmente as duas se encontraram.
Se encontraram, pois Amagi a princípio tinha morrido, em uma referência histórica ao navio-irmão de Akagi que foi destruído em um terremoto antes de ser convertido em porta-aviões. E agora Akagi também tinha aparentemente batido as botas, depois de levar uma mega flechada no meio dos peitos, quando voltamos à realidade.
Nessa hora, por algum motivo qualquer Enterprise sai do seu modo power-up, talvez é algo temporário como nos jogos de videogame. E ela parece surpresa de ter executado sua rival à queima-roupa. Curioso como ela estava falando de guerra, e agora fica ressentida por derrotar uma inimiga.
É o fim do capítulo, onde Enterprise admite que no fundo ela tem medo do oceano, talvez por ser molhado e frio. Mas a verdade é por saber que o fundo do mar é o destino daquelas meninas-navio que forem afundadas, a ponto de ficarem sozinhas lá embaixo, longe de sua família e amigos. Como será o caso de Akagi, que ela matou de forma cruel.
Desfecho bem impactante, eu diria. Por mais que estejam em lados opostos, Azur Lane e Crimson Axis são parecidos em diversos aspectos, especialmente quando vemos as protagonistas Enterprise e Akagi, que nutrem uma consideração e preocupação com suas irmãs, Yorktown e Amagi respectivamente. Ou seja, as duas não são tão diferentes assim, com o desejo de proteger suas famílias, mas que se colocaram em lados opostos, por conta da influência das alienígenas Sirens com seus tentáculos asquerosos. Vamos ver como que a série vai caminhar a partir daqui, talvez com uma improvável aliança contra um inimigo em comum.
































































































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