sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Navios de Guerra - Os Navios de Pearl Harbor

Já faz um tempo que eu não trago aqui postagens mais "sérias", daquelas em que eu falo de navios de guerra, um tema que curiosamente me interessa bastante, por razões que eu já mencionei aqui. E que eu até dou uma certa descontraída, com uma piadinha ou outra pra quebrar a frieza, como na última postagem do tema. Porém, nessa aqui eu provavelmente vou ter que tomar um pouco mais de cuidado, pois vou relembrar aqui um pouco de um episódio que marcou de forma bem trágica a História, em especial para os norte-americanos.

Pois hoje venho pra falar um pouco dos navios que participaram do ataque japonês a Pearl Harbor, e que iniciou a guerra no Pacífico.


Pela primeira vez eu estou fazendo uma postagem mais geral e direcionada a um conflito, em vez de focar em um navio em especial. Achei oportuno, considerando ainda que esse ataque ocorreu a exatos 77 anos atrás e também a sua grande influência nos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial. Há quem diga que esse ataque surpresa dos japoneses à base americana foi o grande responsável pela derrota do Eixo, uma vez que até então os Estados Unidos estavam neutros no conflito, mesmo com tudo que acontecia na Europa.

Enfim... sem dúvida essa foi uma batalha marcante, embora não tenha sido exatamente um combate, mas sim um pesado ataque aéreo dos orientais sobre a mais importante base naval dos americanos. Ela tinha como grande objetivo (além de declarar guerra, lógico) danificar a esquadra dos Estados Unidos de forma bem severa, dando assim espaço para que o Japão pudesse expandir os seus domínios no Pacífico. Além disso, a idéia das autoridades de olhos puxados era dar uma "porrada moral" nos norte-americanos, deixando-os desmoralizados ao serem atacados de surpresa.

Não vou entrar aqui em muitos detalhes dos "bastidores" diplomáticos por trás de toda essa trama. Mas algo que não podemos deixar de comentar é que o ataque foi executado antes do Japão enviar uma declaração de guerra oficial aos Estados Unidos. Tudo isso por conta de uma aparente cagada por parte dos japas, já que as mensagens enviadas por Tóquio ao seu embaixador nos Estados Unidos levaram tempo para serem decodificadas e entregues aos americanos. A idéia era que as bombas começassem a cair minutos depois dessa declaração ter sido entregue, para pegar os americanos de calças arriadas, mas na verdade ela foi entregue depois do bombardeio...


Brincadeiras à parte... sei lá se esse atraso não foi proposital. Verdade é que, de uma maneira ou de outra, foi uma puta sacanagem dos nipônicos.

Mas o foco aqui é nos navios que duelaram dos dois lados. Os japoneses mandaram o que eles tinham de melhor no que diz respeito a navios de guerra, com uma esquadra composta pelos seus seis maiores porta-aviões. Afinal de contas, para um ataque surpresa na base norte-americana, só mesmo usando aviões. Sob o ponto de vista técnico, viria a ser talvez a primeira grande operação de porta-aviões a ser executada com sucesso.

Esses porta-aviões eram a espinha dorsal da esquadra nipônica, composta pelo Akagi (que liderava o grupo), Kaga, Hiryu, Soryu, Shokaku e Zuikaku.


Sim... eu sei que para nós, brasileiros, um navio com o nome de "Kaga" sem dúvida induz algumas risadas. Assim como o Shokaku e Zuikaku, todos eles remetendo a temas escatológicos e associados ao orifício retofuricular.

Mas eram esses os nomes dos porta-aviões mesmo, os maiores que o Japão tinha à disposição. Somando tudo que eles carregavam, dava pouco mais de 400 aviões de combate, mesclando torpedeiros, bombardeiros e caças. Essa era a força naval que os japoneses organizaram para atacar a base americana.


É, eu sei... Parece que a influência do jogo/desenho japonês Kantai Collection me pegou de jeito. Mas, foi o melhor que eu consegui para apresentar os porta-aviões que participaram do ataque à Pearl Harbor. A verdade é que como os orientais perderam a guerra, parece que não existem muitos registros fotográficos de qualidade dos seus navios.

Logo os japoneses, que têm a fama de tirarem foto de tudo... Mas realmente não tem nenhuma foto que mostre os navios bem. Vamos apelar então, e pra quem não tem a menor idéia de como eram esses porta-aviões (embora acho que a maioria não dá a mínima), dá pra conferir nesse anúncio de uma marca de kits de modelismo japoneses, que mostra os seis navios juntos: de cima para baixo estão o Kaga, o Akagi, o Shokaku, o Zuikaku (ou vice-versa, pois os dois eram idênticos), o Soryu e o Hiryu.


Pois é... foto mesmo vou ficar devendo.

Pra não dizer que eu não tentei, essa é uma das poucas fotos da esquadra nipônica logo antes do ataque à base americana. O Kaga é o porta-aviões em primeiro plano, à esquerda, enquanto que no fundo à direita está o Zuikaku.


Lógico que os porta-aviões não foram sozinhos, e tinham uma escolta de dois encouraçados, alguns cruzadores e uma penca de destróieres para lidar com qualquer eventualidade. Nenhum desses navios sofreu um arranhão sequer, todos eles saíram ilesos do ataque.

Claro que o mesmo não pode se dizer do lado americano. Pearl Harbor era a principal base da Marinha dos Estados Unidos no Pacífico, localizada na ilha de Oahu do arquipélago do Havaí. E naquele dia 7 de dezembro praticamente toda a esquadra principal estava ali ancorada, sendo vítima do ataque japonês. A grande "sorte" é que nenhum de seus porta-aviões estava em Pearl Harbor, os navios de maior porte eram encouraçados, alguns deles veteranos do período entre-guerras que estavam ancorados em fileiras, como mostra a foto, tirada na época de um avião japonês no início do ataque. Coloquei umas legendas, pra indicar quais eram os navios.


Para o bom entendedor, dá pra perceber que os encouraçados norte-americanos recebiam nomes de estados do país.

Claro que não eram apenas esses os navios que estavam lá. Mesmo na foto é possível ver o navio de reparos Vestal ao lado do Arizona e o petroleiro Neosho ao lado do Oklahoma. E haviam ainda vários outros navios ancorados, entre eles o encouraçado Pennsylvania, que estava em um dique seco ali perto. Quem quiser, tem um mapão detalhado, clique nele para ampliar.


Acredito que essa seja a hora de apresentar um pouco os "parentescos" entre os encouraçados que estavam em Pearl Harbor. Era curioso observar que ali estava sendo representado todo um histórico na época recente das embarcações de grande porte dos Estados Unidos, sendo uma classe a evolução da anterior.

Começamos com o Nevada e o Oklahoma, os mais antigos do grupo, que entraram em serviço em 1916 e participaram um pouquinho da Primeira Guerra Mundial, mas só fazendo missões sem muita importância. Eles foram reformados entre as guerras, quando melhoraram seus armamentos e trocaram seus mastros por tripés. Carregavam 10 canhões de 14 polegadas (ou 356 milímetros), em um layout curioso: eram dois pares de torres, um na frente e outro atrás, sendo uma das torres com dois canhões e outra com três. Tinham cerca de 175 metros de comprimento, pesavam em torno de 27 mil toneladas e chegavam até 20 nós de velocidade, equivalente a 38 km/h.


Eles foram sucedidos pelo Arizona e pelo Pennsylvania, lançados também em 1916 mas que não tiveram a chance de participar da Primeira Guerra. Um pouco maiores e mais pesados que a classe anterior (182 metros de comprimento e deslocando 29 mil toneladas), mas trazendo mais canhões de 14 polegadas, doze ao todo, em quatro torres triplas, sendo duas na proa e duas na popa. Também foram modernizados antes da Segunda Guerra, em moldes semelhantes ao Nevada, também com mastros trípodes.


Cronologicamente, a classe de couraçados seguinte era composta por três navios: New Mexico, Mississippi e Idaho, semelhantes aos anteriores em tamanho e armamento, porém eram mais pesados por conta da blindagem mais robusta. Curiosamente, nenhum dos três estava em Pearl Harbor, pois na época operavam no oceano Atlântico. Só pra não deixá-los de fora, segue aí uma foto do Idaho, logo antes do ataque ao Havaí, mostrando sua modernização mais elegante em relação aos seus predecessores.


Os seguintes estavam em Pearl Harbor no dia fatídico. O Tennessee e o California foram lançados no início da década de 20, e eram muito semelhantes à classe New Mexico, trazendo apenas melhor blindagem submarina. Eram dotados também de 12 canhões de 14 polegadas e tinham cerca de 180 metros de comprimento. A principal diferença é que em 1941 os dois irmãos ainda apresentavam seu design original, que incluía os mastros que lembravam uma grade.


Particularmente... eu acho feio pra cacete...

Chegamos à última classe de encouraçados norte-americanos da época. Eram três navios, e um quarto que não foi lançado, de nomes Colorado, Maryland e West Virginia. Esta classe representava o maior poderio bélico dos Estados Unidos naquele tempo, cada navio tinha 190 metros de comprimento e deslocava 32 mil toneladas, mas em termos de velocidade chegava aos mesmos 20 nós de seus primos mais velhos. A grande diferença ficava por conta do armamento, com oito canhões de 16 polegadas (406 milímetros), em quatro torres duplas. E que também tinham os mastros engraçados.


Cabe comentar um detalhe: desta classe, o Colorado estava em reparos em outro porto e se safou de estar em Pearl Harbor.

Haviam ainda outros encouraçados mais antigos que os que estão aí em cima, mas que estavam no Atlântico e também evitaram o desastre. Cabe comentar que em Pearl Harbor havia um ex-encouraçado mais antigo que todos eles, o Utah. Ele chegou a participar um pouco mais da Primeira Guerra, mas depois se mostrou bem obsoleto e virou navio-alvo.


E esses eram os grandes navios norte-americanos que estiveram em Pearl Harbor. Para a sorte dos Estados Unidos, nenhum de seus porta-aviões estava no porto durante o ataque: o Lexington havia saído dali no dia 5 de dezembro para levar aviões para uma base, enquanto que o Saratoga estava na Costa Oeste carregando seus aviões. Quem deu muita sorte foi o Enterprise (do qual já falei nesse post), pois ele estava retornando à Pearl Harbor, com previsão de chegar no dia 7 de dezembro, junto com o ataque. Mas ele se atrasou por conta do mau tempo...

Muita sorte! Quem diria que um dos navios mais decisivos do combate no Pacífico não foi afundado precocemente por questão de horas? Por isso que eu acho legal saber dessas histórias, é curioso ver essas curiosidades que parecem coisa de cinema.

Bom... não preciso comentar que o ataque foi algo terrivelmente trágico para os norte-americanos. Foi uma hora e meia de bombardeiros executados pelos aviões japoneses em duas ondas, cada uma com pouco mais de 150 aviões. A base norte-americana foi brutalmente destruída, incluindo diversas instalações como radares, hangares e outras construções de fins militares. Quase duzentos aviões foram destruídos e outros 150 e poucos foram danificados. Quanto às vítimas, os tristes números de 2335 mortos e 1143 feridos entre militares, além de 68 civis mortos e 35 feridos. Indiscutivelmente um dia de infâmia para os Estados Unidos.


Enfim... embora meu foco aqui nesta postagem era falar dos navios, deixo claro que em nenhum momento estou menosprezando a importância das consequências dolorosas sofridas pelas milhares de vítimas e suas famílias. Mas, vamos em frente saber dos destinos dos grandes navios que estiveram em Pearl Harbor.

O encouraçado que menos sofreu foi o Pennsylvania, que estava em um dique seco e talvez isso fez com que os japoneses não dessem muita atenção a ele. Apenas uma bomba o atingiu e ele logo retornou ao serviço. Quem não teve a mesma sorte foram os destróieres Cassin e Downes, que compartilhavam do mesmo dique seco e que foram estraçalhados pelos ataques japoneses, mas que acabaram sendo reformados e voltaram à ação alguns anos depois.


Outros dois que não sofreram tanto foram o Tennessee e o Maryland, cada um foi atingido por duas bombas que não causaram grandes danos estruturais. Ambos retornaram ao serviço em fevereiro de 1942, embora inicialmente atuando em missões de menor importância, uma vez que eram relativamente lentos. Esse aí abaixo é o Maryland, logo após retornar ao serviço. Ele veio a ser modernizado um pouco depois, mas ainda manteve o mastro escroto da frente.


Falando em reforma, a do Tennessee foi mais significativa, depois mostro como ele e seu irmão California ficaram.

O seguinte na lista foi um pouco mais danificado... O Nevada levou seis bombas e um torpedo, mas não afundou por conta dele ter sido o navio mais "ativo" sob ataque. Diferente dos demais, ele não estava ancorado e dessa forma ele conseguiu se deslocar após o primeiro ataque. Os japoneses tentaram afundá-lo na entrada do porto para assim bloquear a base, mas sua tripulação conseguiu levá-lo para águas mais rasas, onde ele encalhou.


O Nevada voltaria à operação em outubro de 1942, quando ganharia uma mega modernização que o deixou mais estiloso. E cabe comentar que ele participou do famoso desembarque na Normandia, no Dia D.


Chegamos então a dois navios que sofreram bastante, e quase que foram destruídos. A começar com o California, que foi atingido por duas bombas e dois torpedos, que abriram rombos no casco e fizeram com que seus compartimentos internos inundassem. Com isso, o couraçado acabou afundando, mas por sorte estava em águas rasas e a perda não foi severa.


Em março de 1942 ele foi recuperado e levado ao porto para reparos e modernização. E o California ganhou um "extreme makeover", sendo completamente reconstruído quase como um navio diferente, com um estilo arrojado e sem os mastros escrotos. Foi o mesmo padrão adotado para o Tennessee, lembrando os encouraçados mais modernos. Pena que ele acabou só voltando à ativa no início de 1944, já no final da guerra.


Mais um dos navios que podemos dizer que nasceu de novo foi o West Virginia. Pois ele foi o mais atingido de todos, alvejado por duas bombas e sete torpedos. Foi o suficiente para abrir buracos no casco e provocar explosões, que fizeram com que o navio afundasse em águas rasas como o California. Ele é o navio da direita, ao lado do Tennessee.


O West Virginia foi colocado para flutuar de novo em maio de 1942, recebendo reparos para deixá-lo minimamente operacional. Em 1943 ele foi enviado para passar por uma modernização que o deixou no mesmo estilo do California e do Tennessee, e viria a apoiar em diversos desembarques no final da guerra.


Por fim, chegamos aos navios que não sobreviveram ao ataque. Começo com o Utah, aquele navio alvo que falei lá em cima. Dois torpedos foram certeiros a ponto de causar um mega estrago na sua lateral, fazendo com que o veterano emborcasse para o lado.


Após o ataque, foram feitas algumas tentativas de resgatá-lo, mas que logo foram deixadas de lado. Afinal de contas, não havia muito sentido gastar suor em recuperar um navio-alvo que já estava fora de combate faz tempo. Na década de 50 um memorial foi construído em homenagem às suas vítimas, e que fica próximo dos destroços do Utah, até hoje emborcado.


Destino semelhante teve o encouraçado Oklahoma, que também foi atingido ferozmente por torpedos japoneses. Foram cinco ao todo, que abriram vários rombos em sua lateral, e dessa forma ele emborcou para o lado, vitimando 429 de seus tripulantes.


Diferente do Utah, aqui foram feitos maiores esforços para recuperá-lo. Não tanto com o objetivo de recuperá-lo, mas sim para tirá-lo do caminho, já que o Oklahoma estava afundado em uma área de movimentação do porto. Pra você ter uma idéia da trabalheira, veja na foto abaixo a quantidade de guindastes usados pra desvirar o encouraçado. O processo todo durou praticamente um ano para ser concluído.


Essa foto eu acho legal, que mostra a diferença homérica de tamanho entre os encouraçados antigos de Pearl Harbor e os novos modelos construídos pelos Estados Unidos. Ali está o Oklahoma, já todo depenado, ao lado do Wisconsin, um dos últimos couraçados norte-americanos.


Durante o final da guerra, o Oklahoma teve várias de suas partes desmontadas e os reparos foram apenas os suficientes para que ele flutuasse. Agora, o trágico é ver como o pobre navio afundou duas vezes! Em 1947 ele estava sendo rebocado para São Francisco, onde seria sucateado, mas uma tempestade o danificou, e assim ele acabou afundando no meio do caminho.

Por fim, chegamos ao navio que sofreu o destino mais trágico no ataque de Pearl Harbor. O Arizona não recebeu um volume de bombas grande, foram apenas quatro, mas a última delas foi relativamente estratégica a ponto de perfurar o convés, explodindo no seu paiol de munição.


A explosão foi catastrófica, praticamente rasgando o navio ao meio, como dá pra ver na foto abaixo. Ao todo, foram 1177 tripulantes que perderam a vida no Arizona, quase 80% da sua tripulação e praticamente metade das vítimas do ataque a Pearl Harbor.


Esse não teve mesmo como resgatar, tamanho foi o estrago. Algumas de suas estruturas e duas de suas torres de canhões foram removidas, mas o navio foi mantido ali como uma homenagem às vítimas do ataque japonês a Pearl Harbor. Curioso observar que até hoje ainda vaza óleo de seu casco, como se fossem lágrimas do navio afundado.


Na década de 60 foi erguido um memorial sobre o navio, com uma estrutura flutuante que pode ser acessada por visitants de barco. O monumento é simples, e conta com um muro com os nomes de todos os tripulantes que pereceram junto com o navio.


Interessante é ver algumas curiosidades da arquitetura desse monumento. Ele tem um formato meio curvo em cima, e que representaria o "orgulho" norte-americano no período: começando bem alto, antes da guerra, despencando após Pearl Harbor mas se reerguendo depois com a vitória contra os japoneses. Outro detalhe curioso é que a estrutura possui sete grandes "janelas" na sua parte central, e que representam o dia 7 de dezembro.


E estes foram os grandes encouraçados norte-americanos presentes em Pearl Harbor, que seguiram os mais diferentes destinos. O ataque japonês foi devastador e causou milhares de vítimas, e foi um duro golpe nos Estados Unidos. Entretanto, pode-se dizer que as consequências acabaram sendo piores para o Japão. E ressalto desde já, falo isso sob uma ótica um pouco mais fria e focada nos acontecimentos que se sucederam a esse episódio, sem em nenhum momento desmerecer ou menosprezar as vítimas.

Comento isso pois os japoneses, embora tivessem destruído ou danificado vários navios, a grande parte deles eram relativamente obsoletos para o tipo de combate naval que estava por vir no Pacífico. Afinal de contas, a tendência era cada vez maior de que aviões fossem usados para atacar as frotas inimigas, garantindo assim uma maior segurança à própria esquadra, além de serem capazes de causar estragos mais severos nos inimigos. Os próprios orientais haviam "provado" isso com o ataque a Pearl Harbor.


Mas nesse ataque nenhum dos porta-aviões americanos estava no porto. Ou seja, o verdadeiro poderio naval dos Estados Unidos estava intacto. E mesmo imaginando que os encouraçados poderiam ser sim úteis de alguma forma, como provendo defesa anti-aérea aos porta-aviões, aqueles que estavam em Pearl Harbor eram relativamente lentos para esse fim. Como se comprovou no conflito.

Além disso, até então os Estados Unidos estavam relativamente "quietos" na guerra. Mesmo com o pau comendo lá na Europa, o governo norte-americano estava ainda mantendo uma certa neutralidade, sem se ligar muito no conflito. Lógico que eles acompanhavam com certa preocupação os avanços dos japoneses no Pacífico, mas ainda estavam sem muita ação prática quanto a isso.


Quando os japoneses atacaram Pearl Harbor, o efeito moral foi justamente o oposto ao que eles esperavam. Os japas pensavam que os americanos iam ficar desanimados, se sentindo moídos e enfraquecidos por terem tomado tamanho golpe, com um ataque-surpresa em seu território. Mas aconteceu o contrário: os Estados Unidos se uniram e entraram na guerra, dedicando um esforço hercúleo para produzir armamentos e combater o avanço nipônico. Diferente do Japão, os americanos tinham muitos recursos para uma corrida armamentista, e rapidamente conseguiram fortalecer as suas forças. Olhando sob o ponto de vista naval, os Estados Unidos começaram a produzir embarcações em linha de produção, com dezenas de porta-aviões, encouraçados rápidos e cruzadores anti-aéreos.


Como um dos líderes da marinha japonesa atestou: o Japão havia despertado um gigante adormecido, o qual eles não conseguiriam enfrentar em uma guerra longa. E o final dessa história nós sabemos qual foi...

Enfim... e assim encerro a minha postagem de hoje, falando a respeito dos navios que estiveram em Pearl Harbor neste dia histórico. Uma data que mudou os rumos do maior conflito bélico da História.

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