segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Por que odeio a MPB?

Mais um post da série "do fundo do baú", desenterrando aqui uma postagem que estava fazendo aniversário na seção de rascunhos do blog. Mas que confesso que é um assunto que nunca fica desatualizado, mas que só agora consegui coletar exemplos para justificar sua postagem.

Eu sou um texugo que gosta bastante de música. Normalmente em casa é mais comum eu deixar o rádio ligado do que a televisão, e sempre quando estou indo e vindo do trabalho ou em uma viagem, você vai me ver com os fones no ouvido, escutando minhas músicas prediletas. É um hábito que tenho desde os tempos de colégio, começando com o meu walkman com fita cassete, com várias músicas que eu gravava de CDs de amigos ou mesmo do rádio (um Aiwa que ainda deve funcionar, está guardado aqui junto com uma pilha de fitas). Hoje, com o avanço da informática, é fácil pegar um CD e converter as melhores músicas para levar no meu MP3 Player, muito mais prático e leve. E uma coisa você pode ter certeza: nessa minha seleção de músicas, você não vai encontrar nenhuma música da MPB!


Muitos podem dizer que eu sou babaca (aposto que alguns dos que estão lendo aqui devem estar pensando), de achar escroto que eu não goste da música nacional. Para esses aí a minha resposta se dá na forma de um dedo médio em riste. Não fode, cada um tem direito a ter o gosto que quiser! Não sou desses putos que ficam bancando os entendidos e dizem que a música brasileira é a melhor de todas por uma mera questão de pseudo-patriotismo sem noção. É mais uma daquelas convenções impostas pela sociedade que dita que como brasileiros somos obrigados a gostar de MPB, samba e bossa-nova. Se não gostamos, estamos errados e submissos ao capitalismo norte-americano... Fala sério!

E não duvido que podem aparecer alguns merdas que, depois de ter lido alguma de minhas postagens anti-Lula, Dilma e PT, que vão depois bostejar babaquices, dizendo que eu não gosto de MPB porque sou anti-patriota e pega-pau dos EUA. Peço licença ao leitor educado e de bom senso, para que eu possa dizer a esses quadrúpedes vermelhos que se fodam e vão pastar. Até porque devem pensar isso de mim e nem sabem que entre as minhas bandas favoritas, a grande maioria veio de países europeus como Suécia, Irlanda e Inglaterra, e não dos EUA.

Não é que eu não goste por completo das bandas nacionais, embora seja fato de que eu conto nos dedos de uma mão quantos grupos nacionais eu gosto de escutar, e mesmo assim vindo depois de uma série de cantores europeus e norte-americanos que gosto mais. Tampouco minha preferência pela música estrangeira se dá pelo simples fato de abominar qualquer canção de origem nacional. Acreditem, existem razões pelas quais eu simplesmente não consigo suportar a MPB de um modo geral, e são elas que apresento abaixo.



Repetição excessiva de versos

Uma das coisas que mais falta aos compositores nacionais é criatividade, você verá que muitas das coisas que odeio nas músicas nacionais tem a ver com isso. E uma das opções mais comuns usadas pelos cantores é uma exagerada repetição dos versos. Claro, geralmente muitas músicas repetem versos, mas normalmente em diferentes momentos da música, ou no máximo duas ou três vezes em sequência. Mas em muitas atrocidades cantadas pelos músicos brasileiros, a repetição é absurda, quase metade da música é o mesmo verso proferido várias vezes, se fossem pegar a letra você veria um x8 ao lado desse verso! Puta falta de criatividade!

Penso que não é só isso, acredito que seja até uma estratégia para que a música caia no gosto popular. Afinal de contas, povão é massa, e massa é burra, principalmente no que diz respeito ao brasileiro... Quanto mais fácil a música for de decorar, mais rapidamente ela cai na boca do povo e fica famosa... Por isso é que fazem músicas desse tipo, onde apenas é uma estrofe com meia dúzia de versos, repetidos incansavelmente.



Criminosa contra a língua portuguesa

Certa vez já comentei aqui há muito tempo sobre aquela música sofrível da Maria Gadú, sobre que diabos significa "Shimbalaiê". Significa pôrra nenhuma, é mais uma das palavras inventadas pelos cantores nacionais. Acho isso muito escroto e sem-graça, não tem nada de criativo em inventar palavras sem sentido, só com o intuito de ser diferente e chamar atenção. Se for assim vou ser cantor também, faço uma música com um monte de grunhidos e palavras inventadas.

E não é só isso, muitos cantores acabam pisando em cima da língua portuguesa, mudando drasticamente os fonemas apenas para garantir as rimas. Como o Caetano Veloso, que fala "vócê", ou aquela música daquela bosta dos Tribalistas, onde eles falam "criançá" só pra rimar com outra palavra... É pra fazer o professor Pasquale contorcer as suas tripas.



Músicas com historinha

Se por um lado tem aqueles que apelam para a repetição excessiva, esses aqui foram para a direção oposta. Quem fazia muito isso era a bicha enrustida do Renato Russo, na época do Legião Urbana. Dá pra citar várias músicas que parecem mais uma narrativa de novela, extremamente longas. Fico imaginando a dificuldade que seria para uma pessoa simplesmente acompanhar essa música, é só ver a letra, é um texto contínuo! Como aquela do Eduardo e Mônica, parece um capítulo de um livro, mas não se compara com aquela outra música interminável do Santo Cristo, são quase 10 minutos de versos únicos! Me lembro uma vez que estava indo de táxi para algum lugar, no rádio do táxi começou essa música, cheguei ao meu destino e ainda estava tocando.

As músicas são tão longas, que não ficou difícil até pegarem toda a letra e fazer um filme!



Antro de homossexualismo enrustido

Já falei disso aqui, e é isso mesmo que você leu, homossexualismo enrustido. Sério, nunca vi maior concentração de viado e fanchona do que na MPB. Vai me dizer que Caetano Veloso, Nando Reis, Cazuza, Ney Matogrosso e Renato Russo são ou eram exemplos de macheza? Ou que Cassia Eller, Ana Carolina, Simone, Daniela Mercury e Maria Gadú são exemplares de exuberante feminilidade?

Por mais que estejamos hoje em tempos onde o homossexualismo não é apenas defendido mas parece que até incentivado, é impressionante como os cantores e cantoras gostam de ser diferentes. Isso é visto até mesmo nas músicas, quando um deles decide regravar a música de outro... Como uma música do Legião Urbana, onde tem um verso que diz "tenho andado distraído / impaciente e indeciso"... Tal música foi regravada pela Zélia Duncan e Maria Gadú, e em vez de mudar o gênero dos adjetivos "distraída" e "indecisa" (o que ainda iria garantir a rima, logo não ia ficar estranho), mantiveram como o original... Não me venha falar de respeito pela letra original, tenho certeza que essas duas "mulheres" se sentiram bem à vontade de dizer que estavam distraídos e indecisos.




Cópia incessante de músicas

Eu já havia dito isso aqui, falando das regravações. A falta de originalidade dá o ar de sua graça mais uma vez, quando vemos o incessante costume de muitos artistas em copiar outras músicas. Não estou falando de cantar a música de fulano, meio que para fazer uma homenagem (embora isso ocorra com uma frequência absurda por aqui), mas de pegar mesmo uma música, normalmente estrangeira, e repetí-la! Traduzindo a letra, usando a mesma melodia, e lançando como de autoria própria!

Como a tal música Catedral, da fanchona da Zélia Duncan, que citei no post mencionado: a mulher simplesmente pegou uma música de uma cantora inglesa, chamada Tanika Tikaram, e a reescreveu, diria que nem a melodia ela refez, usou a mesma da original. E o pior de tudo, com essa música a Zélia Duncan estourou nas paradas, enquanto que a autora original da música... Bom, você alguma vez ouviu falar de Tanika Tikaram? Esse é meu ponto... Putaria total!



Vozes horríveis

Pode me chamar de chato, mas para que uma pessoa seja vocalista de uma banda, é importante que tenha uma boa voz. Não só uma voz tecnicamente boa, mas também que seja agradável de se ouvir, que saiba passar a emoção da letra. Só que isso não é o que ocorre com a maioria das músicas nacionais.

Sério, tem músicos brasileiros que têm uma voz tão escrota que deveriam ser proibidos de falar! O pior de tudo é ver que as vozes muitas vezes são forçadas, naturalmente eles não falam assim, mas na hora de cantar fazem algo para gerar uma voz enjoada. Como o Lobão e sua voz de bêbado (embora ele tenha toda pinta de bêbado), o bostelho do Arnaldo Antunes e seu vozeirão que não serve pra cantar (tanto que naquela música escrota "amor I love you" ele declama alguns versos sem cantar), ou o vocalista do Jota Quest e sua voz que parece que está cagando, toda hora que passa aquela propaganda da Sky em que ele canta a musiquinha me dá vontade de tacar o controle na televisão!




Qualquer um fica famoso fácil

Aqui no Brasil o cantor ou cantora não precisa fazer muita coisa para ganhar fama... É só aparecer uma vez no Faustão ou ter sua música aparecendo na novela, que logo ganha o topo das paradas. Pode cantar qualquer merda, como aquele perebento do MC Leozinho, do insuportável "se ela dança, eu danço", que aliás se enquadra também na categoria de repetição excessiva, pois esse maldito verso é repetido pela voz de gralha desse filho da puta umas dez vezes seguidas...

É a mega valorização que se dá ao músico nacional, como a nossa sociedade é extremamente pseudo-patriota, tem-se uma preferência por dar mais espaço, mais chances aos músicos brasileiros. Aqui no Brasil abusam da atenção para o cantor de uma música só, chovem exemplos de músicos que fizeram uma musiquinha qualquer que teve um pouco mais de evidência nas paradas, e que depois vieram a se tornar celebridades de grande destaque. Não precisa fazer muito...


Essas são algumas das razões pelas quais eu odeio a MPB, embora devem ter muitas outras. Ô música insuportável! O pior de tudo é como a maioria das pessoas aqui no Brasil acaba sendo bitolada a ponto de gostar da música nacional não importa como ela seja. As pessoas se vêem na obrigação de curtir os ritmos nacionais, parece que o brasileiro precisa gostar de samba, pagode e MPB para que seja brasileiro de verdade.

Eu não estou dizendo que as pessoas não tenham direito a gostar do que quiserem. Quem vem aqui sabe que eu sempre fui um grande defensor da liberdade de gosto cultural, sempre considerei que as pessoas têm a total liberdade de gostarem do que quiserem. Mas o que eu não concordo é que certas coisas sejam forçadas, que se tente empurrar algum gênero musical na garganta das pessoas, como é feito com a MPB.

Sim, isso é feito sim! A sociedade e a mídia em geral valorizam demais a música nacional. A partir do momento em que mais da metade da programação de uma rádio seja de cantores nacionais, a partir do momento que programas de televisão dão espaço somente para shows e apresentações de pagode, samba e sertanejo, a partir do momento que você vai numa loja e consegue encontrar CDs de cantores e cantoras brasileiros a preços acessíveis enquanto que os grupos internacionais são mais caros e difíceis de achar, a partir do momento que uma pessoa é hostilizada por não gostar de Legião Urbana, Renato Russo, Cássia Eller ou Tom Jobim... Quando chega nesse ponto, está pra mim evidente que há uma valorização exacerbada da música nacional.

E talvez esse seja o principal motivo pelo qual eu odeio a MPB. O fato de que a sociedade em geral julga que nós temos que gostar da música brasileira pois nós somos brasileiros. Por que alguém não pode não gostar da MPB? Será que é tão errado assim? Será tão inadmissível? 

2 comentários:

Danilo müller disse...

Também odeio MPB! Odeio principalmente por causa de quem canta, são pessoas chatas, um monte de velho, barbudo, gente pagando de legal, cantores de MPB se acham os diferentes. Só não gostei muito dessa homofobia, se esse pessoal que ser gay problema deles.

Texugo disse...

Obrigado pela visita Danilo. Realmente na MPB tem muita gente convencida, que se acham melhores do que qualquer outro músico. Mas acho que não é só eles que ficam se achando, penso que a sociedade e a mídia enaltece demais essa turma.

E não vejo como homofobia o que eu disse. O que eu vejo é que parece que muitas vezes o homossexualismo é incentivado, ou mesmo é usado como algo para aparecer. Tipo, o Ney Matogrosso querer ser gay, é problema dele. Mas não precisa ter que se vestir que nem uma odalisca para seus shows... É como se quisesse se aproveitar de sua preferência sexual pra fazer algo exagerado pra ganhar as manchetes.

Tá cheio de cantores gays por aí, que todo mundo sabe que é gay, mas que na hora de tocar uma música vai lá e toca a música, sem ter essa necessidade de deixar claro para todo mundo que é gay...